Tinha-me tornado demasiado sedentário para o meu gosto, por isso decidi mexer-me mais e arranjar mais um brinquedo novo, na esperança de melhorar a condição física e voltar à forma.
Não sou propriamente um corredor. Às vezes faço caminhadas e, quando comprei o relógio, tinha acabado de começar a ir ao ginásio algumas vezes por semana e a participar ocasionalmente em aulas, como ioga. Portanto, embora o nome Forerunner denuncie bastante bem o público a que a Garmin se dirige, eu queria um bom relógio de fitness para tudo um pouco, não um que partisse do princípio de que ando a treinar para uma maratona.
Tenho de confessar que uma das principais razões para querer outro Garmin era… poder ter um mostrador inspirado em Kingdom Come: Deliverance. A ideia de trazer um relógio de sol com aspeto medieval no pulso tinha bastante piada para mim.

Antes de me decidir pelo Forerunner 70, passei bastante tempo a examinar os modelos mais recentes da Garmin, à procura do mais barato que fizesse tudo aquilo de que realmente precisava. Não queria a ficha técnica mais impressionante nem uma carrada de funções que experimentaria uma vez para depois esquecer. Queria simplesmente o relógio certo. Paguei 186 £ pelo meu (cerca de 245 dólares americanos ou 220 €, dependendo das taxas de câmbio ou da crise política do momento algures no mundo), e esse preço é uma parte importante da razão por que estou tão satisfeito, sobretudo quando alguns smartwatches custam cinco vezes mais, ou até ainda mais.
Substitui o meu antigo Garmin Forerunner 35, que, diga-se de passagem, ainda funciona perfeitamente! Mas era um aparelho muito mais básico, sem ecrã a cores e com tão poucos píxeis que quase os conseguíamos contar pelos dedos das duas mãos. Para correr, não havia nada de errado com o Forerunner 35, mas para os outros exercícios que eu queria fazer não servia de grande coisa, porque lhe faltavam imensas funções. Por exemplo, o único perfil remotamente adequado a algo como musculação era «Cardio», o que significava que praticamente qualquer exercício tinha de ficar registado sob a mesma designação genérica. Não era particularmente útil e provavelmente nem muito rigoroso, já que o relógio não fazia ideia do que eu estava a fazer. A diferença na informação que o modelo novo me dá sobre exercício, sono e recuperação é enorme.
Assim, apesar de o Forerunner 70 ser um modelo relativamente modesto dentro da gama Garmin, surpreendeu-me genuinamente pela quantidade de funções úteis que oferece e pelo salto enorme que representa face ao meu Forerunner anterior.
Um relógio a sério, não um gadget ridículo
Convém explicar um pouco os meus gostos em matéria de relógios, porque ajudam a perceber a atração por este modelo. Sou daquelas pessoas que gostam de um Casio ou Seiko clássico, ou de algo igualmente discreto e sóbrio. Não preciso de trazer um gadget gigantesco amarrado ao pulso, e certos smartwatches, sobretudo os que têm mostradores enormes e braceletes grossas e multicolores, parecem-me francamente ridículos. Agora, se a tua ambição é parecer o Inspetor Gadget, força nisso.
O Forerunner 70 evita esse problema. É discreto e, aos meus olhos, suficientemente elegante por si só. Foi por isso que escolhi a versão preta. Tenho de mencionar que há um botão Start/Stop amarelo-vivo na lateral, que imagino que possa irritar alguém muito exigente com a combinação das cores, mas a mim não me incomoda. Tem o aspeto de um relógio a sério, e isso faz parte do encanto: por muitas coisas que faça, ao fim e ao cabo continua a ser um relógio.
Felizmente, também se sente como um relógio a sério. Não sou naturalmente pessoa de gostar de usar um relógio sem parar, mas este é suficientemente leve, cerca de 40 gramas segundo a Garmin, e a bracelete de silicone incluída é tão confortável que o uso praticamente dia e noite. Costumo tirá-lo para tomar banho, mas de resto mal dou por ele, mesmo durante a noite. Assim posso receber os dados sobre sono e recuperação sem sentir que tenho um trambolho desconfortável preso ao pulso enquanto tento dormir.
E, se quiseres combinar o relógio com a roupa, também é muito fácil mudar o mostrador. Com o ecrã desligado, fica ainda mais discreto e elegante. Tem a opção de ecrã sempre ligado, para quem gostar, mas pessoalmente acho mais do que suficiente que se acenda com o movimento do pulso ou um toque.

Qualidade do ecrã e o problema das películas de proteção
Uma das melhorias mais evidentes face ao meu antigo Forerunner 35 é o ecrã. O Forerunner 70 tem um ecrã AMOLED a cores de 1,2 polegadas, com uma resolução de 390 × 390 píxeis, e a imagem é excelente. As cores são vivas, tudo é nítido e nunca tive dificuldades em lê-lo no exterior. A luz solar provoca alguns reflexos na superfície, mas nada que me impeça de ver o ecrã.
É claro que se pode sempre encontrar um relógio com um ecrã mais sofisticado ou mais píxeis, mas será que preciso disso num relógio de fitness? Sinceramente, acho que não. Este já é mais do que suficiente para mostrar as horas e todas as informações que quero. Não vejo vantagem em perseguir um número de PPI impressionante só porque sim, sem qualquer benefício prático, enquanto se dá cabo de qualquer hipótese de uma autonomia decente (sim, estou a olhar para ti, Apple!). Confio que a Garmin tenha escolhido uma resolução adequada, ponderando os benefícios e as desvantagens de continuar simplesmente a acrescentar mais e mais coisas.
O ecrã utiliza vidro quimicamente reforçado e, pela minha experiência, parece-me de boa qualidade e muito resistente aos riscos. Alguns modelos Garmin mais caros usam vidro de safira, mas pessoalmente não acho que conseguisse notar a diferença. A não ser no preço, claro.
Isso não me impede de recomendar uma película de proteção. Como acontece com qualquer dispositivo inteligente, seja um telemóvel ou um tablet, mais vale prevenir do que remediar. Se a película ficar riscada, substitui-se. O ecrã? Nem por isso.
Primeiro experimentei duas películas rígidas de vidro, e nenhuma assentou bem no ecrã. Ficaram com bolhas e começaram a descolar do vidro. Não sei ao certo se foi por causa da forma do ecrã ou do contorno das extremidades, mas sei que as películas rígidas que experimentei simplesmente não serviram. Em contrapartida, as películas flexíveis de TPU funcionam muito bem. Assentam como deve ser e o ecrã mantém-se igualmente vivo e nítido por baixo. Por isso, se estás a pensar comprar um Garmin novo, seja este ou outro modelo, aconselho-te uma boa película flexível de TPU (tenho a certeza de que também há algumas que deixam o ecrã terrivelmente mate e baço, por isso escolhe com cuidado).

Botões, ecrã tátil e navegação nos menus
A forma de controlar o relógio é outra coisa em que, na minha opinião, a Garmin acertou. Tem cinco botões físicos além do ecrã tátil, com funções simples como Start, Stop, Back, Menu, Up e Down, conforme o ponto do interface onde estamos. É difícil ser mais claro, e fico satisfeito por não depender exclusivamente de deslizar o dedo pelo ecrã ou fazer gestos para o pulso.
Dito isto, ter botões simples não significa que tenha percebido imediatamente todas as sequências. Iniciar uma atividade, pará-la e depois terminá-la e guardá-la de facto exigiu alguma habituação. Há vários passos e pressões de botões pelo meio, e no início tinha de pensar qual vinha a seguir. Depois de repetir o processo algumas vezes e decorar a ordem correta, tornou-se intuitivo em vez de ser um problema.

Atividades: correr é apenas uma delas
Chama-se Forerunner, obviamente, por isso a ênfase na corrida não deverá surpreender ninguém. Mas acho que ninguém o deve descartar só por não ser principalmente corredor. A Garmin anuncia mais de 80 aplicações desportivas integradas para este relógio, o que é uma quantidade francamente absurda de atividades para uma coisa que se usa no pulso. Para mim, o nome Forerunner serve tanto para vender o relógio a corredores como para descrever aquilo para que realmente serve. Na prática, é um relógio de fitness muito versátil, adequado a todo o tipo de atividades. Suponho que a Garmin tenha de apontar cada família a determinados grupos de atletas.
Para teres uma ideia da quantidade de atividades de que estamos a falar, aqui fica a lista de perfis mencionados no manual da Garmin, agrupados por categoria. Podes examiná-la com calma, se tiveres curiosidade, ou passar os olhos e continuar a ler. Acho que a ideia fica clara de qualquer maneira!
- Corrida: corrida, corrida em passadeira, corrida em pista coberta, corrida em pista ao ar livre, trail running, ultramaratona, corridas de obstáculos e corrida virtual.
- Ciclismo: ciclismo, ciclismo de estrada, BTT, gravel, deslocações diárias de bicicleta, cicloturismo, ciclismo indoor, bicicleta elétrica, BTT elétrica e ciclocrosse.
- Natação: natação em piscina.
- Ginásio e fitness: treino de força, cardio, elíptica/cross trainer, HIIT, máquina de subir escadas, saltar à corda, remo indoor, boxe, artes marciais mistas, mobilidade, Pilates, caminhada em interior, esqui de fundo indoor e ioga.
- Atividades ao ar livre: caminhada, caminhada em trilhos, rucking (caminhar com peso), alpinismo, equitação, disc golf, tiro com arco e patinagem em linha.
- Desportos de inverno: esqui, snowboard, esqui de fundo clássico, esqui de fundo em estilo skating, patinagem no gelo, caminhadas com raquetes de neve e motas de neve.
- Desportos aquáticos: remo ao ar livre, caiaque, stand-up paddle e snorkeling.
- Desportos de equipa: futebol, futebol americano, basquetebol, basebol, softbol, críquete, râguebi, lacrosse, voleibol, hóquei em campo, hóquei no gelo e ultimate disc.
- Desportos de raquete: ténis, ténis de mesa, badminton, squash, pickleball, padel, ténis de plataforma e racquetball.
- Desportos motorizados: motociclismo, motocrosse, condução de ATV/moto-quatro e overlanding.
- Outros: exercícios de respiração.
É uma bela lista, não é? E não sinto minimamente que tenha de usar tudo. No meu caso, as atividades óbvias são caminhar, correr, remar, usar a elíptica ou cross trainer e fazer ioga. É precisamente parte da vantagem: há aqui opções para muitas pessoas diferentes, sem obrigar ninguém a utilizar todas as funções.
Algumas atividades também permitem dividir a sessão em voltas, repetições, intervalos ou partes distintas. No ioga, por exemplo, podes registar ou cronometrar cada postura, mas eu deixo a aula inteira como uma única atividade, do princípio ao fim. Vou lá para fazer ioga, não para passar a aula a brincar com o relógio e a decidir que postura estou a fazer. É bom ter esse detalhe extra para quem o quiser; eu simplesmente não preciso dele.
Uma atividade que foi uma surpresa muito agradável é o modo dedicado ao motociclismo. Nem sabia que o relógio tinha um perfil para andar de mota quando o comprei, mas permite registar um passeio e mostrar o percurso, a velocidade média e vários outros números, tal como faria numa corrida ou num passeio de bicicleta. Até estima as calorias gastas. Até que ponto vale a pena levar a sério uma estimativa de calorias por andar de mota já é outra conversa, mas acho a funcionalidade inesperadamente divertida.
É um pequeno extra que não esperava de um relógio para corrida e mais uma razão para sair de mota! «Queimei mais calorias numa hora de mota do que em 20 minutos a suar no ginásio? Ah! Toma lá, ginásio!» E, como podes ver no vídeo abaixo, iniciar uma atividade a partir do menu rápido que configuraste é extremamente simples e rápido.
E, se por algum motivo nenhuma dessas atividades for bem o que procuras, a Garmin até te deixa criar uma. Podes partir de uma atividade existente ou criar outra do zero, dar-lhe um nome personalizado e configurar coisas como os ecrãs de dados e outras opções disponíveis. Portanto, em teoria, poderias criar uma atividade chamada «Lavar a loiça porque a minha cara-metade é preguiçosa», ou uma versão mais curta se a Garmin não aceitar a reclamação toda. Inicias a atividade quando começas a lavar a loiça, paras quando acabas e ficas com o registo de quanto tempo gastaste nisso, além dos restantes dados que a atividade estiver configurada para recolher. Com o tempo, até poderias consultar o histórico e calcular exatamente quantas horas da tua vida passaste a lavar a loiça porque a tua cara-metade é preguiçosa. Se apresentar essas provas à pessoa em causa será uma decisão particularmente sensata, isso já é outra história.
GPS: mais do que suficiente para mim
O relógio tem GPS integrado com suporte para vários sistemas de satélites, embora não seja um dos modelos Garmin mais caros com GPS multibanda. Esses sistemas de posicionamento mais avançados podem ser úteis, sobretudo quando a receção é difícil. O Forerunner 70 também não tem a bússola eletrónica independente presente em certos relógios de gama superior, mas continua a poder oferecer orientação ao longo de percursos e trajetos. Calcula a direção do movimento a partir das alterações de posição, em vez de saber autonomamente para onde estás virado.
Para mim, porém, importa distinguir uma diferença na ficha técnica de um problema real. Nunca tive qualquer problema significativo com o GPS do meu relógio. Às vezes parece precisar de um pequeno movimento ao sair de casa, aproximadamente os primeiros cinco ou dez metros, antes de confirmar que a localização GPS está pronta. É apenas a minha impressão de utilização, não uma medição rigorosa do tempo de aquisição dos satélites.
Fora isso, tem simplesmente funcionado. Não me lembro de o GPS ter perdido o sinal inesperadamente, nem passei por nada que me fizesse desejar ter comprado um modelo mais sofisticado. Para caminhadas, corridas ocasionais, passeios de mota e as atividades ao ar livre que realmente pratico, é mais do que suficiente. Compreendo que alguém com outras necessidades de navegação ou de atividades ao ar livre dê valor a um modelo superior, mas eu não preciso disso.
Medição da frequência cardíaca: uma comparação surpreendentemente próxima
Também comparei repetidamente as leituras de frequência cardíaca com os sensores de pega dos aparelhos de cardio no meu ginásio e com o meu medidor de tensão arterial OMRON. Já devo ter feito essas comparações umas boas dezenas de vezes, sobretudo em máquinas como a elíptica, e os resultados são extraordinariamente próximos. Por vezes são idênticos; na maioria dos casos, diferem apenas cerca de uma pulsação por minuto, para cima ou para baixo.
É esse tipo de desempenho que me interessa. Não vejo necessidade de procurar cada vez mais tecnologia de sensores só porque um fabricante consegue enfiá-la num relógio. O que importa é a utilidade da informação. Se obtenho números aparentemente fiáveis para as atividades que realmente pratico, não me interessa muito uma competição para ver qual o relógio que faz mais medições por segundo ou tem o equipamento mais sofisticado, para depois ficar sem bateria em 24 horas por causa de tanta função desnecessária. Sim, estou outra vez a olhar para ti, Apple.
Body Battery, sono e o valor do descanso
Quando comprei o relógio, tinha algumas dúvidas sobre a utilidade de todas aquelas estatísticas adicionais de saúde e recuperação. Há tantos números que é fácil imaginar que acabem por ser apenas uma coleção elaborada de dados. Mas acabei por usar quase todos e alguns têm refletido surpreendentemente bem a forma como realmente me sinto.
O Body Battery é provavelmente o meu exemplo preferido. Estima o nível de energia com base em informações como atividade, stress e descanso, e tenho achado que distingue bastante bem um dia cansativo de um dia verdadeiramente repousante. Se durmo mal, talvez depois de uma noite em que bebi uns copos, não recupera grande coisa durante a noite. Já depois de uma boa e longa noite de sono, tende a recuperar muito mais.
Mas o que mais me chamou a atenção foi uma coisa muito mais pequena. Um dia tive uma conversa telefónica muito agradável e relaxante com a minha irmã e, depois, sem eu iniciar qualquer atividade nem dizer ao relógio o que tinha estado a fazer, apareceu uma notificação a indicar que tinha passado por um período de descanso e que o meu Body Battery tinha subido dois pontos.
Obviamente, o relógio não fazia ideia de que eu estava a falar com a minha irmã ou do assunto da conversa. Mas achei notável que parecesse detetar o quanto aquela conversa tinha sido relaxante. São precisamente estes pequenos exemplos do quotidiano que tornam os dados úteis e credíveis, em vez de meramente decorativos.
O mesmo princípio aplica-se aos alertas de stress. O relógio pode avisar-te quando os níveis de stress parecem elevados ou quando passaste por um período de recuperação, embora ainda não tenha decidido quantos desses alertas quero manter ativos, porque não gosto de estar sempre a ser interrompido. Ainda assim, se os números refletem razoavelmente o que se passa, há um motivo perfeitamente sensato por trás do conselho. Se o relógio te está a dizer que precisas de um raio de um descanso, se calhar é melhor descansares.
Também aprende quais são os teus «valores habituais» e pode avisar quando algumas das tuas estatísticas normais saem desse intervalo. Pode ser uma boa maneira de perceber que exageraste mesmo, ou que talvez haja qualquer coisa fisicamente errada e seja melhor consultar um médico mais cedo do que tarde.
Claro que não interpreto cada número do Body Battery como literalmente exato, nem parto do princípio de que estas são medições médicas. Para mim, o valor está em os números refletirem muitas vezes experiências reais, incluindo coisas de que talvez nem me tivesse apercebido na altura.
Training Readiness e o relatório matinal
O Training Readiness é outra funcionalidade de que inicialmente desconfiava, mas que acabei por achar surpreendentemente útil. Ao analisar informações sobre treino e recuperação, dá-te uma ideia de se estás pronto para fazer mais, se faz sentido uma sessão mais leve ou se talvez seja melhor descansar.
Prefiro muito mais isso a um relógio que está sempre a mandar-te mexer, mexer, mexer, mexer. Um parceiro de treino sensato não deveria estar a tentar obrigar-te a fazer mais um treino quando talvez te fizesse melhor recuperar, pois não? Às vezes, o melhor é descansar.

Os relatórios da manhã e da noite são úteis pela mesma razão. O relatório matinal, por exemplo, pode juntar informações sobre o sono, a recuperação, o tempo ou a temperatura e sugestões para a atividade mais adequada nesse dia. Não preciso de abrir vários ecrãs nem de tentar interpretar tudo antes de estar sequer bem acordado. Já tenho um resumo prático à minha espera.
Por vezes, porém, exagera um bocadinho nas mensagens motivacionais. Às vezes, o relatório termina com coisas do género «Tu consegues» ou «Um passo de cada vez». És um relógio de fitness, não um orador motivacional. Tenho a certeza de que algumas pessoas gostam destas mensagens, e não é propriamente uma razão para penalizar o relógio, mas fazem-me revirar um bocadinho os olhos.

Garmin Connect: todos os dados, sem ter de os analisar
Uso o Garmin Connect há mais de uma década, por isso comprar um relógio novo não significou começar do zero. Já tinha um longo histórico de atividades e outras informações na minha conta, e configurar o Forerunner 70 foi simples. Limitei-me a adicioná-lo à mesma conta, mantendo todo o histórico anterior. Se quiser, até posso continuar a usar um Garmin antigo. Gosto dessa continuidade: mudar de equipamento não implica abandonar anos de dados.
A própria aplicação Connect contém uma quantidade francamente enorme de informação. Uso-a para consultar sessões de exercício anteriores e tendências, e para registar ou rever coisas como o meu peso. Se quiser ver como uma determinada estatística mudou ao longo de uma semana ou de um mês, por exemplo a variabilidade média da minha frequência cardíaca, também posso fazê-lo.
O melhor, porém, é que não tens necessariamente de interpretar todos esses dados por tua conta. A Garmin reúne medições como sono, atividade, Body Battery e Training Readiness e transforma-as em resumos e sugestões. Não precisas de passar todas as noites a comparar e analisar gráficos de vários meses só para decidir se deves treinar mais ou abrandar. Todo o detalhe está disponível, se te interessar, mas o relógio e a aplicação já fazem grande parte desse trabalho útil de organização.
Isso torna o conjunto acessível mesmo que nunca tenhas tido um smartwatch ou não tenhas a mínima intenção de te tornares especialista em estatísticas de exercício. É um relógio prático, não um projeto de investigação.
E ter todas essas funções não significa que tenhas de as utilizar. Vejamos o registo da hidratação. Eu não vou começar a registar todas as vezes que bebo a porcaria de um copo de água. Sem ofensa para quem o faz, e imagino que haja pessoas a quem isso realmente dá jeito. Eu é que não sou uma delas, e o bom é que posso simplesmente ignorar a função.
O Garmin Connect também tem desafios, objetivos alcançados e distintivos. Depois de completar dez sessões de remo, por exemplo, recebi um distintivo a informar-me de que era um remador habitual. Uma medalha de honra, pelos vistos. Talvez devesse imprimi-la e pendurá-la na parede.
Brincadeiras à parte, não acho que estes distintivos sejam inúteis. Se tens feito o mesmo exercício repetidamente e, de repente, surge uma pequena felicitação por atingires uma meta, percebo que seja gratificante. Esse tipo de gamificação pode mesmo motivar as pessoas. Só não vale a pena ficar demasiado entusiasmado com um prémio por ter remado dez vezes. É preciso ver as coisas pelo que são.
Notificações: desliguei quase todas
Uma coisa que certamente não falta ao relógio são notificações. Conforme as definições, podes receber mensagens, emails, atualizações de encomendas, alertas de stress e toda a espécie de coisas no pulso, o que depressa se transforma numa torrente de interrupções se deixares passar tudo.
Foi por isso que desliguei a maioria. Não preciso que o relógio anuncie tudo e mais alguma coisa que acontece no telemóvel, embora não vá dizer que a funcionalidade é má só porque eu não a quero. Muita gente vai achar prático espreitar uma mensagem ou ver quem está a ligar sem tirar o telefone do bolso.
O importante é poder escolher. Simplifiquei as notificações, reorganizei o que aparece e escondi o que nunca uso, para que o relógio funcione à minha maneira. Ter muitas funcionalidades não precisa de tornar um aparelho complicado, desde que possamos dispensar as que não nos interessam.
Mostradores, Connect IQ e o meu próprio mostrador KCD
A mesma flexibilidade aplica-se aos mostradores, uma área em que, na minha opinião, a Garmin se destaca. Com o Connect IQ, podes procurar e descarregar mostradores diferentes sem ter conhecimentos técnicos especiais. Para um utilizador normal, é só escolher um de que goste e instalá-lo. Não há motivo para andar a instalar ficheiros manualmente.
E nem sequer estás limitado a descarregar o design de outra pessoa. A Garmin também disponibiliza ferramentas para alterar o aspeto, escolher os dados apresentados e usar as tuas próprias imagens. Se quisesses ter uma fotografia do teu animal de estimação no relógio, por exemplo, não precisarias de um curso de engenharia informática. Podes criar o teu próprio design com o «Face It» do Connect IQ e organizar as informações do mostrador, em vez de simplesmente aceitares o que a Garmin oferece. Em apenas alguns minutos, ou até menos se tiveres pressa, consegues ter um mostrador personalizado.

Eu fui um pouco mais longe ao trabalhar no meu próprio mostrador KCD, por isso também explorei o lado mais complicado da questão. É possível desenvolver ficheiros de mostradores próprios e instalá-los manualmente no Garmin, por exemplo copiando os ficheiros adequados, sem ficar limitado aos designs da biblioteca oficial.
A maioria das pessoas nunca vai querer dar-se a esse trabalho, e não há mal nenhum nisso. Os designs de origem e a biblioteca do Connect IQ são mais do que suficientes para o uso normal. Mas, se gostas de experimentar e mexer em tudo, a Garmin não parece empenhada em impedir-te. Podes manter tudo simples ou complicar a tua vida tanto como eu fiz com o KCD Watch. Dentro das limitações de um relógio, podes mesmo transformá-lo no teu relógio.
Outro pequeno pormenor bem pensado é o que acontece à hora de dormir. Quando chega a minha hora habitual de deitar, o relógio muda automaticamente para um mostrador noturno mais discreto e com menos cores, e silencia as notificações, mesmo que as tenha deixado ligadas durante o dia. Assim não tenho de me lembrar de mudar seja o que for antes de dormir, nem fico encandeado por um mostrador absurdamente brilhante se quiser ver as horas a meio da noite. É uma coisa pequena, mas precisamente o tipo de atenção prática que aprecio num objeto que uso quase 24 horas por dia.
O que falta ao Forerunner 70 e por que razão o escolhi na mesma
É claro que há funções que seria razoável esperar de um smartwatch em 2026 e que o Forerunner 70 não tem. Mas nenhuma delas foi uma surpresa desagradável descoberta depois da compra. Eu já sabia dessas ausências quando tomei a decisão, e não pagar por coisas que não queria foi precisamente um dos motivos para escolher este modelo.
Comecemos pelo armazenamento e pela música. O relógio tem 512 MB de memória, em vez da grande capacidade de alguns aparelhos mais caros. Mas não foi concebido para guardar uma biblioteca de música offline, por isso para que precisaria de tanto espaço? Consegue controlar a música que toca num telemóvel ligado, mas não podes colocar música no próprio relógio e ouvi-la nos auriculares sem levares o telemóvel.
Compreendo perfeitamente por que razão alguns corredores querem essa possibilidade. Poder colocar os auriculares, deixar o telemóvel em casa e sair apenas com o relógio é realmente útil para certas pessoas. Mas não sou assim tão dedicado à corrida e, quando vou caminhar, normalmente levo o telemóvel comigo. Mesmo quando corro, há roupa e acessórios que permitem transportá-lo de forma suficientemente segura para não ser um grande incómodo.
Talvez esteja demasiado habituado a ter o telemóvel comigo e a estar contactável, mas acho um pouco estranha a ideia de o deixar para trás. Portanto, embora perceba a importância da música armazenada no relógio para outras pessoas, para mim é uma função de muito pouco valor.
A história é semelhante com pagar compras aproximando o pulso do terminal. O Forerunner 70 não tem Garmin Pay e, embora algumas pessoas o usem constantemente, eu já sabia antes de o comprar que não seria uma delas. Talvez seja um pouco antiquado, mas pagar mais por algo que não quero não faria qualquer sentido.
E, como já disse, também sabia que não estava a comprar o equipamento de navegação mais sofisticado da Garmin. Isso não significa que o GPS seja mau; pela minha experiência, é mais do que suficiente. A ideia sempre foi comprar um relógio relativamente acessível com as funções que importam para mim, não um mais caro apenas para poder dizer que faz tudo.
Autonomia: uma das principais razões da compra
A duração da bateria era uma das minhas maiores prioridades desde o início. Não quero um relógio que tenha de carregar todos os dias, e esse é um dos motivos pelos quais a ideia de um Apple Watch, com a necessidade de carregamentos muito mais frequentes que normalmente lhe está associada, nunca me atraiu particularmente. Quero que o relógio funcione como relógio, não que se transforme em mais um aparelhinho cuja bateria estou sempre a gerir.
A Garmin anuncia até 13 dias de autonomia em modo smartwatch para o Forerunner 70, embora isso dependa naturalmente das definições e da utilização. A minha experiência é mais simples: para aquilo que faço, dura imenso tempo, pelo que raramente tenho sequer de pensar em carregá-lo.
Convém, contudo, pôr esses 13 dias em perspetiva. A Garmin também indica até 23 horas de gravação contínua só com GPS, ou até 16 horas com todos os sistemas de satélites. Portanto, se passares muito tempo em atividades que exigem bastante do GPS, como ciclismo ou motociclismo, talvez até a gravar vários treinos por dia, imagino perfeitamente que consigas gastar a bateria em menos de uma semana. Não é algo que eu tenha levado pessoalmente ao limite, mas é uma possibilidade sensata a ter em conta se o teu uso for muito mais intensivo do que o meu.
E, quando o carrego, parece-me extremamente rápido. Muitas vezes ligo-o à corrente enquanto ando a experimentar mostradores ou a alterar definições, e já está de volta aos 100% antes de eu acabar. Não estou a afirmar que tenha medido um carregamento completo de zero a cem em poucos minutos, porque não o fiz. Mas, no uso normal, a combinação de longa autonomia e carregamentos rápidos e cómodos tem sido excelente.
Outra melhoria bem-vinda face ao meu antigo Forerunner 35 é a própria ligação de carregamento. O FR35 tinha um carregador estranho em forma de mola que, embora imagine que ajudasse a manter o relógio impermeável, tinha a irritante tendência para se soltar ou cair acidentalmente. Em vez disso, o Forerunner 70 usa o cabo de carregamento USB proprietário da Garmin, cujo conector encaixa corretamente e fica bem preso. É só um pormenor, mas torna aqueles carregamentos rápidos muito menos chatos.
Na prática, não tenho qualquer rotina de carregamento elaborada. Uso o relógio, carrego-o de vez em quando e sigo com a minha vida, exatamente como queria. Uma sugestão prática: se criares o hábito de o deixar a carregar enquanto tomas banho, por exemplo, e voltares a pô-lo logo a seguir, garanto-te que nunca ficarás sem bateria a ponto de teres de o deixar a carregar.
Que família de relógios Garmin deves considerar?
É por tudo isso que este Forerunner me serve tão bem, mas não significa que seja o Garmin que toda a gente deva comprar. Comparar a gama pode tornar-se desnecessariamente confuso: há muitas famílias de relógios, vários modelos em cada família e, por vezes, até tamanhos diferentes do mesmo modelo. E vão inevitavelmente aparecer outros. Acho mais útil explicar as diferenças gerais para poderes perceber que família te faz sentido e só depois examinar os modelos e os preços disponíveis.
Forerunner é a família mais orientada para a corrida, como o nome tão prestavelmente sugere, mas isso não significa de modo nenhum que sirva apenas para corredores. O uso que dou ao meu Forerunner 70 para caminhar, ir ao ginásio, fazer ioga e até andar de mota mostra como pode ser útil noutras atividades. E, se a corrida é uma prioridade mais séria para ti, há também modelos Forerunner mais sofisticados destinados a corredores mais dedicados.
vívoactive será talvez a alternativa mais relevante se quiseres um Garmin relativamente acessível com mais funcionalidades para o dia a dia. O vívoactive 6, por exemplo, permite guardar música e tem Garmin Pay, ao contrário deste Forerunner. Se ouvir música sem o telemóvel é importante para ti, só essa diferença já pode tornar o vívoactive uma escolha melhor.
Se procuras algo mais sofisticado para utilização quotidiana como smartwatch e acompanhamento do bem-estar, vale a pena considerar o Venu.
Para uma utilização mais robusta e orientada para o exterior, há o Instinct, sobretudo se valorizas a resistência e o desempenho em condições difíceis.
E, se queres a gama premium para multidesporto e atividades ao ar livre, com opções muito mais avançadas e todos os extras possíveis e imaginários, tens o fēnix, desde que estejas disposto a pagar por isso.
Não estou a fingir que testei pessoalmente todas estas famílias. Acho simplesmente útil perceber para que serve, em termos gerais, cada uma, em vez de assumir que o relógio que escolhi tem de ser o ideal para ti.
Durante a minha pesquisa, acabei também por decidir qual considerava ser a «melhor» escolha em cada gama. Reuni essas escolhas numa comparação de relógios Garmin recomendados no meu outro site, KCDWatch.com, juntamente com muito mais especificações dos modelos. Essa página deverá continuar a ser útil em 2026, 2027 e talvez até 2028, embora suponha que, até lá, a Garmin já terá lançado mais relógios. Por isso, confirma sempre quais são os modelos mais recentes e se realmente precisas ou queres o último modelo, para começar!
Também vale a pena verificar os preços atuais, em vez de assumir que determinado relógio será sempre o mais barato. Quando comprei o Forerunner 70, o vívoactive 6 era um pouco mais caro. Mas, quando finalmente me sentei a escrever esta análise, o vívoactive já tinha ficado mais barato. Os preços na Amazon mudam, por vezes o suficiente para alterar qual dos relógios oferece a melhor relação qualidade-preço num dado dia. Compara o que cada um faz com o que realmente custa no momento da compra.
Tornou-me realmente mais ativo?
Sim. Sem dúvida. Faço claramente mais exercício graças ao Garmin e até acho a atividade física mais gratificante. É fácil acompanhar o que fiz, quanto tenho feito e como tudo se relaciona, sem precisar de me lembrar de tudo ou perder uma eternidade a registar as coisas manualmente.
O simples facto de conseguir ver as atividades e a evolução faz diferença. Depois, os dados de recuperação, as sugestões e as outras estatísticas acrescentam mais uma camada. Às vezes não é um número específico que ajuda, mas a sensação de que o relógio me dá uma ideia melhor do que tenho feito e do que poderá fazer sentido a seguir.
Há ainda um exemplo particularmente bom de como isso pode motivar: a Fitness Age da Garmin. Tenho 39 anos e estou a aproximar-me dos 40, mas, quando comecei a usar o relógio, ele atribuiu-me uma idade de fitness de 41 anos. (Credo! Tenho QUANTOS anos!?) Foi um pequeno abanão. Apenas dois meses depois, recebi uma atualização a dizer que a minha Fitness Age era agora de 38,5. São 2,5 anos a menos em dois meses e, segundo o relógio, estou agora em melhor forma do que a minha idade real sugeriria. É um elogio bastante agradável vindo de algo que trazemos no pulso.
E agora quero baixar essa Fitness Age para os 30 e poucos anos. O simples facto de já ter definido outro objetivo mostra bem o quanto o relógio me tem motivado. Não se limita a dizer-me para fazer mais; dá-me algo concreto por que trabalhar e permite-me acompanhar a evolução. Uso-o, continuo com as minhas atividades e, ocasionalmente, atualizo o peso através do relógio ou do Garmin Connect. A maior parte do registo acontece em segundo plano, e os números estão lá quando me apetece consultá-los. Claro que também devo sentir os benefícios de estar mais ativo, mas ver essa melhoria refletida nas estatísticas já é gratificante por si só. E não preciso de passar as noites a analisar gráficos ou a apontar tudo manualmente para receber esse incentivo. É um pequeno empurrão, um conselho quando faz falta e, talvez acima de tudo, algo genuinamente fácil de utilizar.
É por isso que lhe chamaria, sem hesitar, um bom companheiro de treino. Se alguém quer ficar um pouco mais saudável ou ativo, percebo como um Garmin pode ajudar. Obviamente, continua a ser apenas um relógio. Não te vai obrigar a sair da cama, a fazer exercício ou a pôr a vida em ordem. Mas pode dar-te uma quantidade enorme de informações úteis e acompanhar-te no caminho para um estilo de vida mais saudável.

Voltaria a comprar o Garmin Forerunner 70?
Sem a menor dúvida. Passei tempo à procura de um Garmin relativamente barato que fizesse aquilo de que precisava, e foi precisamente isso que encontrei no Forerunner 70. O ecrã, o conforto, o registo de atividades, a autonomia e, sobretudo, os dados de saúde e recuperação impressionaram-me. Não sinto que esteja a perder nada de importante só porque a Garmin também vende relógios mais caros.
Recomendá-lo-ia?
Talvez, dependendo das tuas necessidades e do preço. Não é uma crítica ao Forerunner 70; é simplesmente a questão de escolher um relógio com cabeça. Se procuras algo semelhante ao que eu queria, é uma opção muito forte, e ser um dos modelos mais baratos e recentes da Garmin ajuda bastante. Mas, se queres ouvir música diretamente no relógio sem levares o telemóvel, pagar com um toque do pulso ou ter funções mais especializadas de navegação e atividades ao ar livre, não vou fingir que este é automaticamente o melhor para ti. Porque não é.
Prefiro mil vezes que conheças as alternativas e compres o relógio que realmente faz sentido para ti. A família Forerunner está mais orientada para a corrida, embora não exclusivamente; a vívoactive aposta mais nas funcionalidades do dia a dia; a Venu é mais refinada; a Instinct é mais robusta; e a fēnix é a opção mais… exagerada. Compara as funcionalidades que te interessam e verifica os preços atuais, em vez de presumir que uma família é sempre mais barata ou melhor do que outra.
E, francamente, acho que o «problema» em 2026 é que estes relógios evoluíram tanto desde os primeiros modelos que praticamente qualquer Garmin já tem quase tudo aquilo de que precisamos. A família escolhida acaba por importar pouco: a decisão pode depender de algo tão banal como o preço, o aspeto, o tamanho ou aquelas uma ou duas funções específicas que procuras. A maioria terá tudo aquilo de que realisticamente precisas para o desporto que praticas, e é um belo «problema» para se ter.
É por isso que este relógio me impressiona. Não porque faça absolutamente tudo, mas porque faz muito bem aquilo que eu quero. É um Garmin deliberadamente mais simples, relativamente modesto, exatamente como o que eu procurava. Não há necessidade de pagar por todas as funções que a Garmin inventa se nunca as vais usar. E, para ser justo, nem sequer faltam assim tantas funções, certamente nenhuma de que eu realmente precise ou que queira. Serve-me na perfeição.
É outra razão por que gosto da Garmin: os relógios parecem genuinamente bem pensados. Não é só o número de funções, mas também pequenas decisões práticas como o conforto no pulso, o comportamento sensato à hora de dormir e até um cabo de carregamento que não se solta. São pormenores que se acumulam quando usamos algo todos os dias. No fim de contas, quase não importa qual dos modelos Garmin mais recentes escolhes. Vais ter um smartwatch recheado de funções que te durará muito tempo. Afinal de contas, é feito pela Garmin, não pela Apple.